3 de abr de 2011

Como seria o bairro ideal

Para imaginar, selecionamos projetos e ideias sustentáveis que foram implantadas em cidades do mundo todo, visando, entre outros benefícios, a produção de energia limpa, a redução da emissão de gases poluentes, a implantação de hortas comunitárias e o incentivo ao comércio local. Juntas, elas garantiriam a construção do bairro mais acolhedor de uma cidade




Para imaginar como ele seria, selecionamos projetos e ideias sustentáveis implantadas em cidades do mundo todo e colocamos tudo em volta do mesmo quarteirão. Com horta comunitária, baixa emissão de gases, produção de energia limpa e comércio local, seria o metro quadrado mais acolhedor da cidade.

• Em Bundanoon, Austrália, as garrafas de água descartáveis foram abolidas, já que no país o consumo anual é de 600 milhões de litros - o que gera cerca de 60 mil toneladas de emissões de CO2. Todas as ruas foram abastecidas com bebedouros com água filtrada, onde é possível beber e encher garrafões para usar em casa. Toda a água da chuva que cai sobre a fonte da praça Potsdamer Platz, em Berlim, é colhida e utilizada na irrigação de plantas e hortas, além de ser usada para limpar os vasos sanitários e na extinção de incêndios das construções da região, em um projeto que alia um espaço público ao planejamento urbano sustentável.

• Na cidade de Daca, em Bangladesh, todos os resíduos sólidos orgânicos são separados e então utilizados para compostagem, que depois é vendida para empresas de fertilizantes. Com isso, foi possível reduzir 1270 toneladas de CO2 em um ano (evitando a queima desses resíduos). Em Santana do Par¬naíba, uma cooperativa de reciclagem criou projeto que visa a coleta seletiva por meio de conscientização da população. Todo o lixo da comunidade é reciclado, o que gera emprego a 69 catadores.

• A cidade de Copenhague possui 340 km de ciclovias e até as estradas têm corredores para ciclistas. As ruas ganharam estacionamentos públicos para as bikes e é possível carregá-las no trem ou metrô. Em Milão, uma das linhas de metrô (vermelha) funciona graças à energia solar - são 23 mil m2 de placas capazes de gerar 1,4 milhão de quilowatts de energia por ano.

• Ao sul de Londres, uma ecovila reúne 100 casas com emissão zero em plena cidade. Tudo é ecoeficiente: das grandes janelas para iluminação natural (que evita gastos com eletricidade) até placas solares e "cata-ventos" coletores de energia eólica.

• Em Sydney, Austrália, um projeto da prefeitura garante que todos os moradores tenham acesso ao centro da cidade em até 30 minutos utilizando transporte público. Para isso, foram criadas linhas integradas de metrô e ônibus.

• A cidade de Cincinnati, nos EUA, aprovou uma medida que fornece até 100% de isenção fiscal para imóveis recém-construídos ou reabilitados, comerciais ou residenciais, que seguem preceitos mínimos de construção verde (como matérias-primas sustentáveis, uso racional de energia, iluminação natural etc.).






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