8 de fev de 2012

Estudo identifica primata que se comunica por emissões ultrassom


08 de fevereiro de 2012 13h03 atualizado às 16h18   Terra


Nesta foto, tirada em 2006, dois exemplares dos primatas que podem se comunicar com emissões ultrassom, na ilha de Bohol, região central das Filipinas
Um estudo divulgado nesta quarta-feira mostra que um primata de grandes olhos da região central das Filipinas pode se comunicar com sua espécie por meio de emissões de som inaudíveis ao homem e a muitas espécies de predadores. Os társios filipinos (Tarsius syrichta) conseguem se comunicar por frequências constituídas de puro ultrassom. As informações são do LiveScience.
A pesquisa de Marissa Ramsier observou a descoberta em um animal que sempre foi considerado uma criatura noturna tranquila. Apesar de abrirem a boca como se quisessem emitir som, nenhum barulho era percebido. "Acontece que não era silêncio. Eles realmente estavam gritando e não tínhamos ideia", disse Ramsier, uma biólogo evolucionista da Humboldt State University, na Califórnia.
O ser humano pode ouvir ruídos na frequência de cerca de 20 kHz. O társio filipino pode ouvir até 91 kHz, e ela grita na faixa de 70 kHz. Esses números relacionados à habilidade auditiva colocam os társios no mesmo nível dos morcegos e muito além de qualquer outro primata conhecido.
Esta espécie, encontrada apenas nas ilhas das Filipinas, é uma das menores espécies de primatas: quando adultos, eles são aproximadamente do tamanho de um punho humano. Até então, baleias, golfinhos, gatos domésticos e alguns morcegos e roedores eram os únicos mamíferos conhecidos por se comunicar desta forma.

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