25 de nov. de 2013

Embalagens mais transparentes

Gabriela Portilho 
Superinteressante - 08/2013

De letras maiores ao uso de cores e gráficos, muita coisa pode - e deve - mudar nos rótulos de alimentos para que você faça compras mais bem informado sobre o que realmente está levando para casa.



A caixinha do iogurte tem um morango enorme estampado, que chama sua atenção na prateleira do supermercado. O destaque colorido ainda lembra que "contém fruta de verdade". Parece natural saudável. Mas, se você quiser confirmar essa impressão, precisa conferir as informações no verso do produto. 

Nessa hora, seria muito melhor se as embalagens facilitassem a vida do consumidor. A lista de ingredientes, por exemplo, sempre está lá, mas de um jeito que pouco diz sobre a proporção de cada um deles - se o tal iogurte tiver apenas traços de morango, você dificilmente vai descobrir. 

A lei da maioria dos países diz quais informações são obrigatórias, mas pouco sobre como comunicá-las. Pensando nisso, a Universidade da Califórnia, em Berkeley (EUA), organizou um concurso para repensar os rótulos de alimentos e torná-los mais amigos do consumidor. A SUPER reuniu neste produto fictício abaixo as ideias dos vencedores e algumas que já circulam por aí. Tudo para tornar as embalagens mais transparentes. 



Veja a imagem em tamanho maior AQUI

Agência de modelo para pessoas com deficiência

Jussara Soares 
Veja SP - 04/09/2013



                                                 Na infância, Caroline Marques costumava subir no sapato de salto da mãe e brincar de desfile de moda. Em 1990, uma tragédia mudou sua vida. Na Rodovia Fernão Dias, um veículo na contramão se chocou contra o carro de sua família. Caroline ficou paraplégica. Desde então, jamais havia passado pela sua cabeça a possibilidade de retomar o antigo sonho de trabalhar como manequim. Até que, em 2007, descobriu uma agência paulistana que recrutava gente com o seu perfil. Depois de embarcar no negócio, figurou em campanhas de empresas como Fiat, Cavalera e Ópera Rock. Hoje, aos 32 anos, faz em média cinco trabalhos por mês para publicidade. "Não existem mais limites para nós, cadeirantes", afirma.

Caroline é uma das 81 contratadas da agência da fotógrafa Kika de Castro, exclusiva para profissionais com algum tipo de deficiência. Com sede no Tatuapé, na Zona Leste, o empreendimento foi criado em 2007, com apenas cinco modelos e muitas críticas. "Diziam que eu estava explorando as pessoas nessa condição", lembra. 

A ideia surgiu quando atuava em um centro de reabilitação produzindo imagens dos pacientes para prontuários médicos. Eles apareciam em trajes íntimos e com placas de identificação. As sessões tinham como efeito colateral piorar ainda mais a autoestima das pessoas. Aconselhada por uma amiga psicóloga, Kika resolveu incrementar as fotos dos laudos para mexer com a vaidade dos retratados. "Levava maquiagem, bijuterias e outras coisas para deixar a produção bonita", conta ela. "Com o resultado, alguns pacientes pediram que eu os ajudasse a ingressar na carreira de modelo."

Os primeiros contratos foram para a recepção de eventos da Petrobras e na F1. A maioria dos candidatos chega hoje por indicação de quem já integra o casting ou procura o serviço depois de consultar sua página na internet. Eles podem receber de 200 a quase 5 mil reais por trabalho. "Temos milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência", afirma a fotógrafa. "Eles agora querem se enxergar também nos comerciais e nas passarelas."

24 de dez. de 2012

Passando apenas para desejar a todos os seguidores um feliz natal bem ecológico!

13 de dez. de 2012

Dá pra ser ecológico depois de morto?

A partir do nascimento – antes, até! Na barriga da mãe também! - as pessoas causam impactos no meio ambiente, não tem jeito! O consumo começa logo – com mamadeiras, chupetas, fraldas que, muitas vezes, são descartáveis... – e o estrago na natureza pode ser grande.

Durante a vida, as pessoas inventam milhares de formas de poluir que vão desde usar sacolas plásticas para carregar as compras do supermercado até jogar lixo no chão. Um horror! Mas nem quando morrem, param de prejudicar o meio ambiente.

Os rituais que acompanham a morte e tudo que ela representa exigem muitos cuidados, mas a tristeza dos familiares e amigos impede que eles se lembrem desses detalhes, claro! Por isso, é melhor deixar todas as suas vontades pós-morte bem anotadinhas.

Quem é engajado, ou seja, preocupado com as questões ambientais, deve se informar sobre a forma como seu corpo deve ser tratado depois que se for - quer ser enterrado ou cremado? – porque cada opção tem um impacto diferente.

Se a escolha for o enterro, há diversas providências que ficam a cargo do cemitério e nada melhor do que escolher um lugar que siga critérios sustentáveis, ou seja, de não-agressão ao verde. Quer ver só?

Por exemplo: você sabia que os mortos não podem ser enterrados a qualquer profundidade? Eles devem ficar longe do lençol freático, numa distância de, no mínimo, dois metros, e é melhor que o solo não seja poroso. Caso contrário, os resíduos da decomposição do corpo podem escorrer e contaminar a água que será distribuída e usada para beber, tomar banho e várias outras coisas. Já pensou?

Esse líquido que é resultado da decomposição do corpo chama-se chorume – você já deve ter notado a presença de um caldinho em alguns sacos de lixo com restos de alimentos. No caso dos corpos humanos, essa mistura é ainda mais tóxica e ganha um nome ainda mais “feio”: necrochorume, porque é o resultado de água, sais minerais e substâncias como a putrescina. E mais: cada cadáver de adulto pode produzir entre 30 e 40 litros desse líquido.

Então, neste caso, cremar é a melhor solução, certo? Depende. Parece óbvio que, quando uma pessoa é queimada, ela se transforma em apenas um ou dois quilos de cinza e isso parece ser bem mais vantajoso do que liberar dezenas de litros de necrochorume. Mas não é bem assim.

Quando alguém é cremado, joga várias substâncias na atmosfera: água, gás carbônico e muitos resíduos tóxicos. Se a cremação for feito do jeito correto, estes resíduos são retidos em um filtro, mas do contrário...

Então, se você preferir ser enterrado, uma boa dica é dispensar os túmulos de concreto e optar por marcar o seu cantinho com uma árvore bem bonita e uma plaquinha. Caixões de materiais biodegradáveis ou madeira certificada, assim como o uso de roupas leves – ou roupa nenhuma!! – também podem ser uma boa saída para minimizar os impactos ambientais da morte.

Depois de tanta informação, que conselho você daria para a despedida definitiva de alguém que você conhece: ser enterrado? Ou cremado?



Fonte : Meu planetinha

Contato