18 de set de 2011

Desmatamento no Cerrado cai 16%


Na Semana Nacional do Cerrado, MMA revela que a taxa anual de desmatamento do bioma caiu 16% e, ainda, promete implantar na região o mesmo sistema de monitoramento aplicado na Amazônia, para aumentar a proteção do bioma, que já perdeu cerca de metade de sua cobertura original



   Renato Araujo/ABr

MMA – Ministério do Meio Ambiente divulgou nesta terça-feira, 13/09, em comemoração a Semana Nacional do Cerrado, dados que revelam que a taxa de desmatamento no bioma diminuiu 16% entre junho de 2009 e julho de 2010. 

Segundo informações divulgadas pelo governo, com base em estudos do Ibama, a perda de vegetação nativa por desmatamento no Cerrado foi de 6,2 mil km² em 2009-2010, contra 7,4 mil km² em 2008-2009. Se comparado aos índices de 2002 – quando o acompanhamento da região começou a ser feito, por meio de imagens de satélite –, a queda do desmatamento foi ainda maior: cerca de 40%. 

Apesar da boa notícia, o Cerrado continua sendo um dos biomas mais ameaçados do país e, atualmente, possui apenas metade de sua cobertura original. Para aumentar a proteção na região, a ministra Izabella Teixeira aproveitou a ocasião para anunciar a implantação de sistemas de monitoramento mais avançados no bioma, nos moldes dos usados pelo Inpe – Instituto de Pesquisas Espaciais na Amazônia. 

A medida ajudará a obter dados mais detalhados a respeito do desmatamento no Cerrado e, ainda, identificar com maior precisão os motivos da prática ilegal no bioma – como atividades agropecuárias, produção de carvão e crescimento urbano desordenado. 

MARANHÃO EM FOCO Ainda segundo a ministra, as medidas de fiscalização contra o desmatamento ilegal no Cerrado serão concentradas no Maranhão. Isso porque sete dos 20 municípios campeões de desmatamento no bioma, entre 2009 e 2010, estão localizados no Estado, que perdeu mais de mil km² de vegetação nativa por causa da prática ilegal. 

Juntamente com o Piauí, que apareceu em segundo lugar no ranking dos Estados que mais desmataram o Cerrado no último ano, o Maranhão perdeu o equivalente a 25 mil campos de futebol em vegetação nativa. 











Débora Spitzcovsky
Planeta Sustentável


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