19 de nov de 2010

Os mistérios da raia-jamanta

Ela é um dos maiores peixes do mundo e, por viver em mar aberto, é também um dos mais misteriosos. Para tentar desvendar alguns dos segredos das raias-jamantas, o Projeto Mantas do Brasil quer monitorar o animal via satélite


Planeta Sustentável 04/11/2010
Mônica Nunes/Débora Spitzcovsky


Considerada a maior espécie de raia do mundo e um dos peixes mais gigantes dos oceanos, a raia-jamanta (Manta birostris) pode medir até 7 metros de comprimento e pesar mais de 2 toneladas. Mas, mesmo com o tamanho avantajado, observar esse tipo de animal no mar não é uma tarefa fácil – nem para os biólogos.

Isso porque as raias-jamanta vivem em mar aberto e se agregam, com rara frequência, em pouquíssimos lugares do mundo. Segundo o Projeto Mantas do Brasil, que estuda a espécie, no Brasil, as raias-jamanta se encontram em, apenas, um local e somente na época do inverno: o PEMLS – Parque Estadual Marinho da Laje de Santos, que fica no litoral paulista e é o único parque marinho do Estado de São Paulo.

Esse comportamento faz com que os biólogos tenham muita dificuldade para acompanhar, durante bastante tempo, um mesmo grupo de raias-jamanta. Consequentemente, pouco se sabe sobre os hábitos desse animal, o que, além de ser uma perda para a ciência, dificulta o trabalho de preservação da espécie. Afinal, se não conhecemos direito as características da raia-jamanta, fica difícil descobrir se ela está sendo ameaçada por alguma atitude do homem e, ainda, como podemos protegê-la.

Para tentar reverter essa situação, o Projeto Mantas do Brasil – que é promovido pelo Instituto Laje Viva, com o patrocínio do Programa Petrobras Ambiental – pretende implantar chips em algumas raias-jamantas que frequentam o PEMLS para acompanhar, via satélite, a rota migratória desses animais. O projeto ainda realiza, com a ajuda de mergulhadores voluntários, um trabalho de foto-identificação da espécie. A ideia é desvendar alguns dos mistérios das raias-jamantas e descobrir, por exemplo, por onde elas se deslocam nos oceanos e por que sempre voltam para o litoral paulista no inverno. Você tem algum palpite?

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